I Samuel 1: 1 a 20
A
partir de hoje vamos tirar algumas lições da vida de Ana, a mãe de
Samuel. Mas num primeiro momento quero chamar sua atenção para a
rivalidade que havia entre ela e a outra esposa de seu marido, Penina.
Naquela
época era aceitável diante de Deus e das leis humanas. Um
homem podia ter várias esposas principalmente para ter muitos filhos, e
assim, perpetuar sua geração Por causa disso, ser estéril era
considerado uma desgraça, principalmente para as mulheres. perante a sociedade era apenas consideradas geradoras de filhos. Não tê-los as
fazia inúteis e desvalorizadas.
Isso
fazia de Ana uma mulher depressiva. Por não conseguir engravidar, ela
viveu fases da sua vida em que não comia, não bebia e deixava a tristeza
tomar conta do seu coração. Enquanto isso, a outra esposa, que era mãe
de filhos de Elcana (o marido), fazia questão de provoca-la. A
rivalidade entre as duas era real. Penina se alegrava mais com o fato de
provocar Ana do que com a benção de ser fértil. Ana, por sua vez, se
entristecia tanto por ficar “atrás” da rival que não percebia que seu
marido a amava mesmo não tendo filhos dela.
Qual o verdadeiro motivo da sua alegria ou da sua tristeza hoje?
Muitas
vezes, as motivações do nosso coração são erradas, e isso nos faz criar
situações de rivalidade com várias pessoas. Se não aprendemos a viver
em contentamento com aquilo que temos, valorizando cada dádiva que o
Senhor nos dá, vamos sempre ser mulheres invejosas e o pior – que sofrem
por querer aquilo que a outra tem. A inveja e o desejo de querer sempre
ter mais nos impedem de olhar para o bem que já possuímos. E é por isso
que muitas mulheres se tornam depressivas e infelizes.
É
muito comum encontrarmos mulheres “rivais”. Muitas vezes, isso não é
exposto, mas no coração, uma deseja o mal da outra e “torce” para que
ela não prospere. Com já dissemos antes, é como na Parábola do Filho
Pródigo, em que o irmão mais velho se entristeceu com o sofrimento do
pai mas foi incapaz de ficar feliz como ele quando seu irmão voltou -
porque teve inveja da festa que o pai promoveu.
Vivemos
num mundo altamente competitivo. As crianças já aprendem na escola que
precisam ser melhores que os coleguinhas se quiserem passar no
vestibular. Entre nós, mulheres, queremos ser mais magras que a vizinha,
ter um carro mais bonito, ter mais dinheiro e ser líder das outras. Mas
lembremo-nos: esse mundo competitivo é o mundo pecaminoso, que jaz no
maligno. O propósito de Deus é que nos amemos uns aos outros, sabendo
que cada um tem um papel importante no Corpo de Cristo, do menor ao
maior. Não podemos deixar que os valores mundanos guiem nossa vida e
estabeleçam nossas posturas diante dos compromissos do nosso dia a dia.
Se você é patroa, não se irrite quando seu funcionário desejar
prosperar. Se você é mestre, alegre-se quando seu discípulo assumir seu
posto. Isto é sinal de missão cumprida e Deus não irá te deixar na mão.
Pelo contrário, Ele colocará você num novo patamar, trazendo outras
pessoas para estarem sob seus cuidados. Um ciclo se fecha, um novo
abre. É sempre assim para aqueles que estão em Cristo Jesus.
Precisamos
reconhecer que não somos mais valiosas que essa mulher que está aí ao
nosso lado. O Senhor nos ama a todas, igualmente. Não importa se somos
mais ou menos “pecadora” que a outra. Talvez estejamos vivendo momentos
diferentes, umas de mais alegria, outras de luta, outras de tristeza.
Mas isso não nos faz melhores ou piores que ninguém. Sabe o que faz a
verdadeira diferença? Nosso comportamento diante das circunstâncias.
Você pode ser como Penina e se tornar uma mulher arrogante por ter sido
abençoada por Deus; pode ser como Ana, que num primeiro momento não
conseguiu enxergar o amor suficiente do marido por estar em “competição”
com a rival; ou como Ana, quando já cansada de lutar sozinha decidiu
derramar-se ao pés do Senhor e encheu seu coração de gratidão.
Se
você for uma mulher que se preocupa apenas com a vida dos outros, vai
se tornar amarga e infeliz. Se “adora” uma fofoca, isso também é sinal
que deseja o mal para as outras pessoas – e lembrando, fofoqueira não é
apenas quem espalha as más notícias, mas também quem fica dando ouvidos a
ela.
Já
é tempo de acabarmos com esse estigma de que “mulher é assim mesmo”.
Sogra e nora estão sempre brigando pela atenção do filho ou do marido?
Filhas brigando pela herança dos pais? Mães brigando para que seus
filhos tenham o melhor papel no teatrinho da escola? Colegas trapaceando
por uma posição no trabalho? Amigas disputando a amizade de uma
terceira amiga? Mulheres preocupadas em ter o vestido mais bonito da
festa? Não, não fomos criadas com esse espírito de arrogância e
competição que nos cerca. Podemos sim ter o caráter de Cristo dominando
nosso ser. E só com ele poderemos enxergar as tantas bênçãos que o
Senhor já nos deu e nos alegrarmos com Ele.
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